quarta-feira, 25 de março de 2009

' Soneto da Lua*



Por que tens, por que tens olhos escuros

E mãos lânguidas, loucas, e sem fim

Quem és, quem és tu, não eu, e estás em mim

Impuro, como o bem que está nos puros ?

Que paixão fez-te os lábios tão maduros

Num rosto como o teu criança assim

Quem te criou tão boa para o ruim

E tão fatal para os meus versos duros?


Fugaz, com que direito tens-me pressa

A alma, que por ti soluça nua

E não és Tatiana e nem Teresa:

E és tão pouco a mulher que anda na rua

Vagabunda, patética e indefesa

Ó minha branca e pequenina lua!


Vinicius de Moraes

2 comentários:

Danielle Macena disse...

Meninaaa fexôh...
podreee de xiq esse post...
adoreiii
bjuuus

Luana Ferraz disse...

Lindo Ligia, a lua sempre causa esse encanto de fazer com que os poetas escrevam com o coração.

Obrigada pela visita e pode me seguir sim, é um prazer.

beijos

 

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